domingo, 12 de junho de 2011

Curiosidade: definições de enologia, enólogo, enófilo e sommelier


Tire suas dúvidas sobre alguns personagens do mundo do vinho.

O que é enologia?
Enologia é a ciência que estuda todos os aspectos relativos ao vinho, desde o plantio, escolha do solo, vindima, produção, envelhecimento, engarrafamento etc.

O que é enólogo ?
Indivíduo que tem conhecimentos de enologia; formado em faculdade de enologia.
O enólogo é um profissional com características definidas, dentro do perfil ocupacional da indústria, voltado acentuadamente para as tarefas de coordenação, supervisão e execução. Sendo este o responsável pela produção e por todos os aspectos relacionados com o produto final (vinificação, estabilização, envelhecimento, engarrafamento, controle de qualidade, análise química, análise sensorial dos vinhos,  conhecimentos sobre viticultura, marketing do vinho, vendas etc).
 No dia 29 de maio de 2007, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Lei 11.476 que regulamenta as profissões de Enólogo e Técnico em Enologia.

O que é enófilo?
Apreciador e estudioso de vinhos (ou amante), aquele que se dedica profissionalmente ou por prazer a estudar o maravilhoso mundo dos vinhos
Enófilo é diferente de Enólogo, devido ao fato de que o Enólogo é um graduado que cuida da elaboração de vinhos, sendo que o enófilo é apenas um apreciador, e não pode elaborar vinhos.
  
O que é sommelier?
É um profissional especializado, conhecedor de vinhos e todos os assuntos relacionados ao serviço deste . O sommelier trabalha em restaurantes e lojas de vinhos, elaborando carta de vinhos, orientando os clientes a respeito da melhor escolha para acompanhar os alimentos escolhidos, além de cuidar da compra, armazenamento e rotação de adegas.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Avaliação Nacional de Vinhos - Chegou o momento de avaliar a Safra 2011

A Associação Brasileira de Enologia (ABE) deu início ao criterioso ritual de mais uma edição da Avaliação Nacional de Vinhos. Depois de ter enviado às vinícolas brasileiras o Regulamento Oficial que explica cada fase do evento, agora a entidade se prepara para receber as inscrições das amostras da safra 2011 que devem ser feitas pelas vinícolas até o dia 22 de junho, impreterivelmente.
 Em sua 19ª edição, a Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2011 se constitui no maior momento de celebração e promoção do vinho brasileiro. A análise de amostras de vinícolas de diversas regiões produtoras do Brasil permite chegar a um diagnóstico da qualidade da safra e da própria evolução do setor na elaboração de vinhos e espumantes.
 Este trabalho vem sendo desenvolvido desde 1993, quando foi realizada a primeira edição do evento. De lá para cá, 3.753 amostras já foram analisadas. Nesses 18 anos, 10.417 apreciadores de vinhos marcaram presença degustando na taça a representatividade de cada safra. A contribuição do evento para a evolução do setor é indissociável, pois é a partir dele que se pode avaliar a performance de cada safra em diferentes regiões e com distintos terroirs. E é justamente por isso que o evento tem participação direta nesta construção, servindo de termômetro e apresentando o panorama do setor vitivinícola brasileiro.
 Única e com distinção mundial, a Avaliação Nacional de Vinhos representa a pré-estréia dos vinhos da safra. As amostras, depois de coletadas nas vinícolas a partir do dia 11 de julho, serão avaliadas por um grupo de enólogos brasileiros durante o mês de agosto e, posteriormente, colocadas para apreciação de um público de mais de 700 pessoas no dia 24 de setembro no Parque de Eventos de Bento Gonçalves. Neste dia serão conhecidos os 16 vinhos representativos da Safra 2011. As inscrições para participação no evento estarão abertas na segunda quinzena de agosto.

Como se inscrever?

As inscrições podem ser feitas em seis categorias de vinhos: Branco Fino Seco Não Aromático, Branco Fino Seco Aromático, Rosé Seco, Tinto Fino Seco, Tinto Fino Seco Jovem e Vinho Base para Espumante. Somente são aceitos vinhos de viníferas, secos, 100% varietais (exceto vinho base para espumante e rosé), da safra 2011. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site http://www.enologia.org.br/.

Conheça os resultados da avaliação de 2010
(clique na imagem)

Vinho chileno chega à Europa mais barato que ao Brasil

Do blog Radar Econômico (Sílvio Guedes Crespo)

Os vinhos chilenos e argentinos chegam ao consumidor nos Estados Unidos e na Europa a um preço mais baixo do que no Brasil (veja tabela ao final deste texto).
Em alguns casos, a mesma garrafa em um supermercado de São Paulo custa o dobro ou até o triplo do preço praticado em lojas de Nova York, conforme mostra um levantamento feito pelo professor de economia Alcides Leite, da Trevisan Escola de Negócios, colaborador do blog Radar Econômico.
O chileno Casillero del Diablo com a uva Cabernet Sauvignon, por exemplo, é vendido por R$ 36,27 no supermercado Pão de Açúcar em São Paulo. Em Londres, a garrafa sai por R$ 15,76 na varejista Tesco, menos da metade; em Nova York, a Zackys vende por R$ 14,50.
Uma garrafa do argentino Los Cardos Cabernet Sauvignon custa R$ 11,27 ao consumidor de Nova York. Já para os paulistanos, a mesma mercadoria vinda da Argentina, um país vizinho e pertencente ao Mercosul, é vendida a R$ 32,90.
Importadores ouvidos pela reportagem apresentam dois grandes motivos para o alto preço do vinho: os impostos e a burocracia. Antoine Zahil, sócio-proprietário da Zahil Importadora, conta que a cascata de impostos sobre o vinho trazido do Mercosul equivalem a 80% do preço que ele paga. Isso ocorre porque a tarifa de importação para países da região é zero, mas há outros impostos como IPI, ICMS e PIS/Cofins.
Para vinhos de outros países, Zahil paga uma tarifa de importação de 27%. No total, os impostos são 115% do preço que ele paga sobre o produto. Nos EUA, os importadores pagam cerca de 9% sobre os vinhos importados.
“Se o governo federal e o estadual tirassem os impostos, eu reduziria o preço em 60%”, afirma o importador. “Um bom vinho que hoje custa R$ 50 ficaria em pouco mais de R$ 20”, acrescenta.

Burocracia

Para o vice-presidente de Vinhos da Associação Brasileira de Bebidas, Ciro Lilla, a lentidão do processo de importação também afeta o preço do produto. “Nos EUA, o importador pede um vinho chileno e já recebe um mês depois. Aqui, demora quase seis meses. Imagine o capital de giro que precisa ter para começar a vender só depois de seis meses”, afirma Lilla, que é proprietário da importadora Mistral.
O transporte demora menos de dois meses, mas o importador precisa esperar dois meses, segundo Lilla, para receber a licença de importação e outros dois para que o produto seja liberado na alfândega. Ainda, desde 1º de janeiro, existe a necessidade de colocar um selo de comprovação de pagamento de IPI em todas as garrafas, gerando mais um custo. Um contêiner carrega mil caixas, cada uma com 12 garrafas. “Precisa abrir caixa por caixa para colocar os selos em cada uma.”

Competitividade

O economista Paulo Rabello de Castro afirma que também a produção de vinhos nacionais encontra problemas devido às taxas. “Um produto só melhora a qualidade quando aumenta o volume de produção. O volume só aumenta se o preço for mais competitivo, e só chegaremos a isso com redução da carga tributária e melhora do câmbio”, afirma.
Por enquanto, os impostos e o câmbio fazem com que o vinho nacional não consiga competir internacionalmente, inclusive com produtores pouco tradicionais, como África do Sul e Austrália, observa o economista.

Compare

Veja os preços de vinhos em diferentes cidades. Os valores estão sempre em reais e se referem a garrafas de 750 ml. Ao lado do nome da cidade, o do supermercado pesquisado.

Casillero del Diablo Cabernet Sauvignon (Chile)
Londres – Tesco 15,76
Madri – Corte Inglês 21,02
Nova Yorl – Zackys 14,50
São Paulo – P.Açúcar 36,27

Terrazas de los Andes Cabernet Sauvignon (Argentina)
 Madri – Corte Inglês  30,68
 NY – Hollidaywine  16,11
 São Paulo – P .Açúcar  39,48

Dona Paula Malbec (Argentina)
NY-MarketLiquor 11,27
SP-P.Açúcar  33,16

Luigi Bosca Reserva Pinoir Noir (Argentina)
NY – MarketLiquor 24,18
 São Paulo – P.Açúcar  85,49

* Alcides Leite é professor de economia na Trevisan Escola de Negócios e inspetor-analista concursado do Banco Central. Autor de “Brasil: A trajetória de um país forte”. No Radar Econômico, ele compara preços de produtos no Brasil e no exterior, na série “Quanto custa”, às quartas-feiras.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Serra do Sudeste é o Eldorado do vinho gaúcho

Do Enoblog

Soa cada vez menos estranho para a população de Encruzilhada do Sul ouvir o sotaque típico dos descendentes de italianos. Atrás de espaço e clima favorável para a produção de uvas viníferas, tradicionais famílias e empresas dedicadas à elaboração de vinhos deixaram Bento Gonçalves e municípios vizinhos para resgatar o potencial da região conhecida como Serra do Sudeste e transformá-la em um dos polos mais promissores da vitivinicultura no país.
No relevo de leves ondulações de Encruzilhada, cantinas de grife da serra gaúcha como Casa Valduga, Lidio Carraro e Chandon começaram no início dos anos 2000 a implantação de vinhedos que hoje dão origem a vinhos internacionalmente premiados e chegam a custar mais de R$ 200 a garrafa.
– A região tem boa ventilação e insolação, o que contribui para a maturação das uvas e é importante para a qualidade do vinho – diz Carlos Paviani, diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin).
Beneficiadas pela combinação de solo arenoso e um microclima de inverno rigoroso, verão de dias quentes, noites frescas e poucas chuvas, o terroir da Serra do Sudeste trouxe surpresas agradáveis desde a primeira vindima, em 2004, quando os vitivinicultores pioneiros chegaram a obter vinhos com teor de álcool superior a 15%, o que à época levou até a comparações com as vinificações da famosa região do Vale do Napa, na Califórnia. As experiências são exitosas tanto em variedades tradicionais, como carbernet sauvignon e chardonnay, quanto em castas novas no Estado, como a francesa arinarnoa e a portuguesa touriga nacional.
A partir dos resultados das primeiras safras, até mesmo vinícolas gaúchas que não têm vinhedos na Serra do Sudeste correram para adquirir uvas de uma região agora redescoberta.
– Nós acertamos. Os últimos anos foram memoráveis, e esta safra vai ser excepcional – entusiasma-se Juarez Valduga, diretor presidente da Casa Valduga.
Apesar de Encruzilhada ser hoje a face mais visível e recente da vitivinicultura na Serra do Sudeste, outro município da região foi um dos pioneiros na Metade Sul. Em 1976, a extinta Companhia Vinícola Riograndense, então dona da marca Granja União, começou a formar em Pinheiro Machado o Vinhedos San Felicio, hoje da Terrasul, de Flores da Cunha, que ao lado da Almadén, em Santana do Livramento, na Campanha, tem as áreas mais antigas em produção no sul gaúcho. Ambas nasceram com o potencial revelado pelo zoneamento agroclimático para a cultura desenvolvido no início da década de 1970 pelo governo gaúcho. Com o impulso que a atividade ganhou na região, no final de janeiro nove produtores de uvas finas – sendo três vinícolas – de Pinheiro Machado, Piratini e Pedras Altas se uniram para formar a Associação dos Vitivinicultores do Extremo Sul (Vitisul).
– O objetivo é buscar um produto com indicação geográfica – adianta Rossano Lazzarotto, presidente da entidade.


Pioneiro da vitivinicultura na região Sul, município de Encruzilhada do Sul atrai indústrias que resgataram potencial econômico e hoje garantem renda a trabalhadores como Gedi e Genezi Medina. Foto: Nauro Júnior

Vinhateiro confirma condições privilegiadas em Encruzilhada do Sul

O vinhateiro Marco Danielle, em entrevista ao site OPS! (O Pensador Selvagem), confirma que Encruzilhada do Sul é a melhor cidade do Estado para o cultivo de uvas finas. De acordo com ele, "há pouco mais de 300 quilômetros a sudoeste do Vale dos Vinhedos, temos em Encruzilhada do Sul um mundo à parte, onde é possível obter desde maturações extremas das uvas até a passerização total, nos melhores anos. Isso é impensável no Vale dos Vinhedos ou na Serra Gaúcha inteira", revela Marco.
Segundo dados da Emater, no ano passado foram produzidas 2880 toneladas de uvas finas em Encruzilhada do Sul, num total de 320 hectares, sendo que a produção é de 9 toneladas de uva por hectare. Somando-se os 12 hectares de cultivo de uva comum temos 352 hectares de cultivo de uva no município. "Como resultado, o Brasil pode produzir hoje em Encruzilhada do Sul, vinhos maduros e concentrados ao perfil do Chile, Argentina e Uruguai, ano após ano, guardando, contudo, uma personalidade própria", afirma o vinheteiro.
E segue em seus comentários elevando o município a futuro pólo mundial na produção de vinhos finos: "Posso afirmar sem receio que poderemos, em Encruzilhada do Sul, atingir brevemente a expressão qualitativa da Califórnia em alta vinicultura, incluindo o Brasil no seleto grupo dos países vinhateiros de qualidade internacional".
Em Encruzilhada há 15 empresas produtoras de vinhos finos que cultivam a uva no município e a processam em Bento Gonçalves, onde possuem suas cantinas. Para a produção de uvas comuns atualmente tem três empreendimentos no município. Apesar de acreditar que o município tenha todas as condições de ser o grande produtor de uvas finas, Marco Danielle alerta que apenas isto não basta. "Há que se lembrar, contudo, que não basta estar na região ideal para fazer grandes vinhos. Um vinho da Serra Gaúcha cujo vinhedo foi conduzido com capricho e controle de produtividade pode produzir vinhos superiores aos de um vinhedo de Encruzilhada do Sul cuja preocupação é produzir quantidade. Mas não tenho dúvida que os grandes premiums brasileiros nascerão em Encruzilhada do Sul e fronteira, quando lá se encontrarem vinhateiros de brio e de talento", conclui Marco.
De acordo com o Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), entre as qualidades de uvas finas cultivadas aqui a preferida dos produtores é a cepa tinta Pinot Noir, logo após aparece a também tinta Cabernet Sauvignos, seguida da cepa branca Chardonnay. Entre as qualidades cultivadas temos ainda a cepa tinta Merlot e também a Touriga Nacional de origem portuguesa, além da uva comum chamada de uva americana.
Também são produzidas uvas comuns no município que são transformadas em sucos, vinhos coloniais, comercializadas in natura, no total de 12 hectares de propriedades particulares com processamento artesanal.
Fonte: Prefeitura Municipal de Encruzilhada do Sul

Curso de vinhos pela internet

Todas as suas dúvidas sobre o vinho podem ser dirimidas a partir de alguns cliques no computador. Vasculhando a internet, encontramos um interessante curso de vinhos, na versões básico e avançado, de autoria de Aguinaldo Záckia Albert e Ennio Federico. A linguagem é simples e objetiva, acessível aos leigos. E o melhor: é de graça. Os seus gastos se limitarão às garrafas que serão adquiridas no decorrer do curso.
Portanto, não perca tempo (mas beba com moderação). Clique no link abaixo para iniciar o aprendizado online.

CURSO BÁSICO DE INICIAÇÃO AO VINHO E À DEGUSTAÇÃO
CURSO AVANÇADO DE VINHOS

Fonte: Casa Pisani

sábado, 21 de maio de 2011

Vinho brasileiro é premiado em feira internacional em Londres



Pela primeira vez, um espumante brasileiro ganhou a medalha de ouro no Internacional Wine Challenge, um dos concursos mais prestigiados no mundo. Em 2010, a Inglaterra foi o maior país importador de vinhos brasileiros. A reportagem é do Jornal das Dez - Globonews, 20/05/2011